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1ª Conferência AMOLIS – “O Futuro da Rede Integrada de Transporte Coletivo”

Realizou-se no dia 25 de junho, no Auditório do Alto dos Moinhos do Metropolitano de Lisboa, a 1ª Conferência da AMOLIS – Associação Metropolitana de Operadores de Transporte de Lisboa, sob o tema “O Futuro da Rede Integrada de Transporte Coletivo”.

A sessão de abertura foi conduzida pela Dra. Sónia Páscoa, Presidente do Conselho Diretivo da AMOLIS, que agradeceu a presença dos participantes e destacou que a criação da associação teve como “… objetivo claro, responder às necessidades associativas dos operadores, promover a partilha de conhecimento técnico e estratégico, e criar um verdadeiro fórum de diálogo e construção conjunta sobre o presente e o futuro da mobilidade metropolitana.” Prestou ainda “… uma homenagem sentida ao Eng.º Vítor Domingues dos Santos”, sublinhando que “… a sua visão, o seu empenho e a sua capacidade de unir vontades foram determinantes para que esta associação se tornasse uma realidade.” Concluiu afirmando que “… hoje, nesta conferência, damos mais um passo nesse caminho.”

Seguiu-se a intervenção da Senhora Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, que se associou à homenagem ao Eng.º Vítor Domingues dos Santos, referindo que “… a sua memória inspira-nos a todos a continuar este caminho com o mesmo espírito de serviço público e de compromisso com o bem comum.” Destacou o evento como “… um espaço essencial para a afirmação e consolidação da AMOLIS,” e reforçou a necessidade de promover a partilha de conhecimento, integrar sistemas tarifários e operacionais, expandir redes e modernizar a bilhética. Sublinhou ainda a importância de garantir acessibilidade, especialmente nas regiões de baixa densidade, e valorizou a informação em tempo real como fator crítico para oferecer “… viagens rápidas, contínuas e com informação atempada”. Defendeu uma mobilidade “… sustentável, inteligente e próxima das pessoas.”

A conferência incluiu um diagnóstico da mobilidade na área Metropolitana de Lisboa (AML), pelo Professor e Investigador Carlos Oliveira Cruz, do Instituto Superior Técnico, que sublinhou o valor da integração “… no desenvolvimento de uma política de transportes eficiente e sustentável” e afirmou que a criação da AMOLIS responde à necessidade dos operadores pensarem o sistema em conjunto. As principais conclusões do diagnóstico realizado por este especialista indicam que a AML enfrenta um problema crónico de desequilíbrio na repartição modal, tendo-se registado uma evolução negativa entre 2001 e 2017. Por outro lado, o período pós-pandemia teve um impacto assimétrico nos principais operadores de transporte. O especialista destacou ainda que, embora o preço dos transportes seja relevante, não é o único fator determinante na captação de passageiros. Existem casos em que, mesmo com o aumento da oferta e a redução dos preços dos títulos de transporte, a procura continuou a diminuir. Por fim, referiu que a descentralização da gestão dos transportes, apesar de ser uma medida globalmente positiva e orientada na direção certa, veio introduzir uma maior complexidade no modelo de gestão.

Seguiu-se uma mesa redonda, subordinada à temática que deu o nome a este 1.º Encontro, ou seja, sobre o futuro da rede integrada de transporte coletivo, moderada pelo jornalista Pedro Melro e Silva. Na mesa redonda participaram Faustino Gomes, Presidente da Transportes Metropolitanos de Lisboa, Cristina Pimentel, Presidente da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto e Vânia Rosa, especialista em planeamento estratégico territorial da EY – Parthenon.

O evento terminou com a promessa de que esta conferência representou um kick off para os eventos futuros do Conselho Diretivo da AMOLIS, marcando o início de uma nova fase de cooperação entre operadores. A associação reafirmou o seu compromisso em criar uma rede que suporte uma viagem eficiente, feliz e satisfatória, ou seja, facultar viagens que respondam às necessidades dos clientes.