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2.ª Conferência da AMOLIS debateu desafios da cibersegurança no setor dos transportes

Veja aqui o vídeo.

O Metro de Lisboa acolheu, no dia 14 de outubro, no Auditório Alto dos Moinhos, a 2.ª Conferência da AMOLIS – Associação para a Mobilidade de Lisboa, subordinada ao tema «Cibersegurança – Os Desafios para os Operadores de Transporte».

A iniciativa contou com a participação institucional da Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias.

A AMOLIS esteve representada pela Presidente do Conselho Diretivo da AMOLIS, Sónia Páscoa, que representa o Metropolitano de Lisboa nesta associação, bem como pelos 10 operadores de transporte que a compõem.

Estiveram, ainda, presentes vários membros dos Conselhos de Administração das Empresas de Transporte, como a Presidente do Conselho de Administração do Metro, Cristina Vaz Tomé, e os restantes membros do Conselho de Administração, entidades públicas como a AMT, a TML, o Metro Mondego, a IP, o SIS, o CNCS, assim como inúmeras empresas privadas. Muitos trabalhadores de todas as empresas que compõem a AMOLIS estiveram igualmente presentes.

Num contexto em que os sistemas de transporte são cada vez mais digitais, inteligentes e interligados, a conferência constituiu um espaço de reflexão e partilha de experiências sobre os desafios da proteção das infraestruturas críticas, da prevenção das ameaças digitais e da garantia da continuidade do serviço público.

Na sua intervenção, a Secretária de Estado da Mobilidade destacou a importância estratégica da cibersegurança para a modernização e fiabilidade dos transportes públicos, sublinhando que «A cibersegurança é hoje uma condição indispensável para uma mobilidade segura, inteligente e sustentável.»

Por sua vez, a Presidente do Conselho Diretivo da AMOLIS, Sónia Páscoa, reafirmou o papel da associação na promoção da cooperação entre operadores: «A AMOLIS continuará a assumir o compromisso e a missão de trabalhar, de forma integrada, no setor dos transportes, criando sinergias e partilhando conhecimento.»

Especialistas debatem novos desafios e responsabilidades

O programa integrou duas apresentações de especialistas externos, dedicadas aos temas «O Novo Regime Jurídico da Cibersegurança e a Diretiva NIS2: Impactos para os Operadores de Transporte» e «Cibersegurança nas Tecnologias Operacionais e Experiência de Implementação».

Realizou-se ainda uma mesa-redonda subordinada ao tema «Diretiva NIS2 e os Desafios da Cibersegurança no Setor dos Transportes», que permitiu aprofundar questões relacionadas com a gestão do risco, a proteção dos sistemas operacionais, a prevenção e resposta a incidentes e as novas responsabilidades das organizações.

Entre as principais conclusões, destacou-se que a cibersegurança deixou de ser uma questão exclusivamente tecnológica, assumindo-se como uma responsabilidade estratégica das organizações, que envolve as lideranças, as equipas técnicas, os trabalhadores e os fornecedores.

A entrada em vigor do novo Regime Jurídico da Cibersegurança, que transpõe a Diretiva Europeia NIS2, veio reforçar a necessidade de implementar medidas de prevenção, modernizar os sistemas tecnológicos, investir na formação e desenvolver mecanismos de resposta coordenada a incidentes.

Foi igualmente salientada a importância da cooperação entre operadores, autoridades de transporte, fornecedores tecnológicos e entidades responsáveis pela cibersegurança, numa abordagem conjunta que permita aumentar a capacidade de resposta e a resiliência de todo o setor.

Cooperar para uma mobilidade mais segura e resiliente

Criada em 2022, a AMOLIS é uma associação sem fins lucrativos que reúne operadores de transporte da Área Metropolitana de Lisboa, entre os quais o Metropolitano de Lisboa, constituindo uma plataforma de cooperação, partilha de conhecimento e desenvolvimento de sinergias em prol de uma mobilidade mais integrada, segura e sustentável.

A realização desta segunda conferência reforçou o compromisso da associação com a identificação de desafios comuns e a promoção de soluções colaborativas, contribuindo para a preparação dos operadores perante os riscos associados à crescente digitalização dos transportes.

A principal mensagem do encontro foi clara: num sistema de mobilidade cada vez mais interligado, a resiliência de cada operador depende também da resiliência dos restantes.

A cibersegurança é, por isso, uma responsabilidade partilhada, que começa nas lideranças, envolve todos os trabalhadores e constitui uma condição essencial para garantir a segurança, a fiabilidade e a continuidade do serviço prestado diariamente aos clientes.